Iniciamos hoje a Quaresma, tempo de intensa oração e busca de conversão, no desejo de superar aquilo que não está de acordo com o que Jesus Cristo viveu e ensinou. Na oração, no jejum e na esmola, encontramos ajuda para a verdadeira conversão a Deus e ao próximo.

2

A cerimónia da imposição das cinzas recorda-nos que somos pó e convida-nos a acreditar no Evangelho, estimulando-nos à penitência. Quer ainda chamar a nossa atenção para a possibilidade que, a cada momento, nos é dada para mudarmos de vida, antes que este nosso corpo perecível se transforme em pó.

O Tempo da Quaresma é um tempo de conversão. Tempo propício para cada um de nós se voltar mais para Deus de todo o coração, recordar com fidelidade a sua vida e tecê-la com a misericórdia de Deus. Neste tempo, o Senhor chama-nos para a relação profunda de amor com Ele e com os irmãos, através do jejum, da oração, da partilha e da penitência. Não podemos ficar indiferentes a este apelo.


Porque às vezes somos indiferentes ao apelo do Senhor, assumamos com Maria, uma atitude penitencial, pedindo perdão.



Benção e Imposição das Cinzas

As cinzas impostas aos fiéis na primeira quarta-feira da Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, são obtidas dos ramos benzidos e levados processionalmente no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, no ano precedentes.

Esta cerimónia é altamente sugestiva:

* Queimamos o que é inútil e talvez nocivo, transformando-o em adubo precioso para as nossas terras.

* Queimar exige um ato de desprendimento em relação a algumas coisas a que estávamos apegados.

* Quando as impomos na fronte, lembramos a nossa situação passageira nesta vida.

* As cinzas simbolizam dor, morte e penitência.

Talvez por isso, encontramos a imposição das cinzas muito difundida no Antigo Testamento, onde a Liturgia foi inspirar-se. Nos Livros de Ester, Job e Daniel temos referências ao uso de sacos e de se cobrirem de cinza. Também o povo de Nínive, depois da pregação de Jonas, proclamou um jejum a todos e vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas.

Também Jesus fez referência ao uso das cinzas a respeito daqueles povos que se recusavam a arrepender-se de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova.

A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma.

O Sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: ‘Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.”


Senhor, obrigado por nos dares o Teu Amor!
Durante esta época de arrependimento, tem misericórdia de nós. 

Faz com que nesta Quaresma, a nossa oração, o nosso jejum  e as nossas boas obras, transforme o nosso egoísmo em generosidade.

Abre os nossos corações à Tua palavra, cura as nossas feridas do pecado, 

ajuda-nos a fazer o bem neste mundo.

 

A Liturgia deste primeiro dia da Quaresma convida-nos a acreditar no Evangelho e desafia-nos a não ficarmos indiferentes ao apelo de Deus que nos convida a uma sincera conversão. Vamos pois, durante esta semana, assumir um compromisso com Jesus, não ficando indiferentes ao seu apelo.

4

Hoje levaram um pequeno bilhete para registar o compromisso desta semana. Deverão  trazê-lo no próximo domingo para colocar junto da Cruz e da imagem de Nossa Senhora que será a nossa medianeira, nosso amparo e guia durante esta Quaresma.