Ano B
4 de março de 2018
Continuamos a nossa caminhada, dando mais um passo rumo à Páscoa do Senhor!
A cada dia que passa, deve ecoar ainda mais nos nossos corações o convite à conversão. A liturgia de hoje, destacando uma atitude tão firme de Jesus, no Seu gesto profético da purificação do Templo, recorda-nos que a esperança e a paz são construídas através de gestos firmes e corajosos.
No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o “Novo Templo” onde Deus Se revela aos homens e lhes oferece o seu amor. Em Cristo, Templo vivo de Deus, nós contemplamos a glória do Pai. Aceitemos o convite de olhar para Jesus e descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.

A nossa vida é reflexo de que tendemos a confiar demasiado nas nossas capacidades e, geralmente, não damos oportunidade a Deus. Viver com o essencial, com aquilo que nos garante a dignidade humana e cristã, e ousar trilhar o caminho d’Aquele que nos promete tesouros no céu é a garantia de que chegamos a porto seguro. O itinerário quaresmal reclama a urgência do despojamento, da libertação do que nos cega e imobiliza. Neste Domingo, somos convidados a libertar-nos do peso do CONSUMISMO e a aderir à dádiva e à multiplicação que só a caridade e a partilha podem originar.
Continuamos a nossa Caminhada Quaresmal, tempo de conversão, desafio que nos impele a um mudar de vida e alterar a forma de relacionamento com os outros e com o mundo. Tempo que nos convida à prática da caridade e da partilha. A dádiva é um gesto que pode contribuir para a melhoria das condições de vida dos que pouco ou nada têm e são o nosso próximo.
Num gesto de partilha, trazemos hoje, ao altar do Senhor, estes produtos de bebé. Depois de abençoados, serão entregues no CAT (Centro de Atendimento Temporário) e farão felizes aqueles que os vão usar.

Ouvimos hoje, no Evangelho, que o encontro de Jesus com toda a realidade comercial presente no Templo, a Casa de Deus, foi violento e um verdadeiro abalo ao CONSUMISMO que se havia instalado no culto judaico.
Este abalo deve também fazer-se sentir nas nossas vidas, fazendo-nos perceber onde estão os nossos falsos cultos.
Para isso, São Paulo deixa-nos a orientação verdadeira da nossa Liturgia: a cruz de Cristo, expressão máxima do Amor de Deus.


Vamos pois, estar atentos aos outros e, como expressão do amor solidário, vamos trazer para o próximo domingo, roupa interior de homem, que será depois entregue na cadeia de Viana e no Centro de S. Cirilo, no Porto.