A liturgia deste dia convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na incarnação de Jesus… Ele é a “Palavra” que se fez pessoa e veio habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

O Evangelho apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus. Sugere que a missão do Filho/”Palavra” é completar a criação primeira, eliminando tudo aquilo que se opõe à vida e criando condições para que nasça o Homem Novo, o homem da vida em plenitude, o homem que vive uma relação filial com Deus. Esta missão que Ele traz não será uma proposta que Deus quer impor pela força; mas será uma proposta que Deus oferece ao homem com ternura e amor. Esta ternura encontramos no Berço, pois é nele que se coloca Jesus para adoração de todos. O berço é sinal do nosso coração, onde aconchegamos, acolhemos e partilhamos os nossos afetos com Jesus, reconhecendo-o presente em tantos outros corações que nos rodeiam no dia-dia.

Colocamos-te, Senhor, no centro da nossa vida e da nossa liturgia, pois tu és a oferta ou presente de Deus para nós. Por Deus amar tanto o mundo, enviou-te, para que todos acreditemos por meio ti na Sua existência. Bem-vindo, Deus Amor, obrigado por ficares para sempre no meio nós e connosco. Sentimo-nos destinatários do teu amor, quando escutamos: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».


Se tens tristeza, alegra-te. Natal é alegria.   

Se tens inimigos, reconcilia-te. Natal é paz.

Se tens amigos, busca-os. Natal é encontro.

Se tens pobres, ajuda-os. Natal é partilha.

Se tens soberba, enterra-a. Natal é humildade.

Se tens compromissos, cumpre-os. Natal é justiça.

Se tens pecados, converte-te. Natal é graça.

Se tens erros, reflete. Natal é verdade.

Se tens ódio, esquece-o. Natal é amor.