13 de junho de 2023

O Senhor chama e envia. Chama-nos a si e envia-nos aos seus.

Chamou estes jovens, à escuta da sua Palavra, durante dez anos de Catequese, e agora envia-os, em preparação para o Crisma da missão e do testemunho.

A Eucaristia é o lugar por excelência dos apelos de Deus e o ponto de partida da nossa missão. Para tal missão a eucaristia oferece não só a força interior, mas também, em certo sentido, o projeto de vida a construir.

No início da Eucaristia, estes jovens quiseram ouvir e corresponder ao mandato do Jesus, que, tendo em vista a última Ceia, nos diz: ‘Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos!’

É a Casa aonde chegamos, onde nos encontramos com Cristo e donde partiremos, como os dois discípulos de Emaús que, depois de terem reconhecido o Senhor, ‘partiram sem demora’ para comunicar o que tinham visto e ouvido.

‘Recebestes de graça, dai de graça’.

Ao longo de dez anos, receberam o ensinamento e o testemunho de vida e de fé dos catequistas, dos pais, dos professores, e a condução espiritual do nosso pároco.

Receberam o dom da vida.

O dom da fé, no Batismo, o dom do perdão na Reconciliação, o dom da comunhão na Eucaristia.

O dom da amizade, nos grupos escolares e nos grupos de catequese.

Receberam o dom da sabedoria, o dom da santidade, o dom da alegria e da juventude.

Quiseram agradecer ao Senhor tudo quanto lhes deu e dispor-se a transmitir o que d’Ele receberam, ajudados pelo Espírito.

Para isso levaram para junto do altar, em que Ele nos dá o Seu Corpo e o Seu Sangue, os símbolos do pão, do vinho e da luz, elementos que os acompanham na missão de testemunhar o seu amor na Igreja e no mundo.

A despedida no fim de cada Missa constitui uma palavra de ordem, que impele o cristão a empenhar-se na propagação do Evangelho e na animação cristã da sociedade.

A despedida com que se conclui a celebração eucarística não é simplesmente a comunicação do termo da acção litúrgica: a bênção, especialmente com as fórmulas solenes, que precede a despedida, recorda-nos que saímos da Igreja com o mandato de testemunhar no mundo que somos cristãos.

Empenhemo-nos todos em testemunhar com mais força a presença de Deus no mundo. Não tenhamos medo de falar de Deus e de levar os sinais da fé, de cabeça erguida. O cristão que participa na Eucaristia aprende com ela a fazer-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade, colocando-se ao serviço dos últimos, em todas as circunstâncias da vida.

Procedemos ao rito do envio, entregando uma vela e diploma a cada um dos enviados, recordando-lhes que a ‘seara é grande’ e que cada um é ‘Luz do mundo’. A Igreja conta com eles como ‘humildes trabalhadores da vinha do Senhor’.

Jovens de 2007… “Ide, pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura!”

Vós sois o sal da terra e a luz do mundo!